UMA LENDA NACIONAL

>>>Confira o trailer de “BESOURO”!

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POR Marcelo Camargo,
estudante de cinema,
especial para o BLOG RETALHOS.

Considerado por alguns como herói, a lenda do Recôncavo Baiano, Manuel Henrique Pereira mais conhecido como Besouro Mangangá (ou Cordão de Ouro) ganha adaptação para cinema na visão do publicitário João Daniel Tikhomiroff. Com base no livro “Feijoada no Paraíso – a saga de Besouro, o capoeira”, de Marco Carvalho, Tikhomiroff conta a história do famoso capoeirista baiano com grandes efeitos visuais, trilha-sonora produzida por Rica Amabis, e executada por Nação Zumbi e pelo percussionista Naná Vasconcelos – além de canção tema de Gilberto Gil, o longa promete ser um marco na produção cinematográfica brasileira a incorporar um estilo ‘hollywoodiano’ de se fazer heróis nacionais.

Repleta de misticismo, a história de Manuel Henrique Pereira é contada com muito orgulho por aqueles que viveram em sua época e, principalmente, por aqueles que cresceram ouvindo as lendas do grande capoeirista que podia ‘voar’ e enfrentar de peito aberto os fazendeiros que maltratavam os negros nos anos de 1920. E não só os fazendeiros, como a própria polícia que tinha muito trabalho e sempre se dava mal ao enfrentar Besouro.

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Com essa temática forte pedindo um gênero de ação e aventura, João Daniel chamou o coreógrafo chinês Ku Huen Chiu para as cenas de luta, que também colaborou em “Matrix”, “Kill Bill” e “O Tigre e o Dragão”, filmes que marcaram o cinema mundial por sua estética voluptuosa e engenhosa, tornando-se ícones do gênero.

“Besouro” que possui uma bela fotografia, entre as 13 locações, foi rodado em Igatu e Lençóis, municípios do Recôncavo Baiano, além de fazendas próximas, tem tudo para se tornar um ícone dos filmes brasileiros a também usar a temática de heróis puramente nacionais, mesmo que este processo já tenha sido feito com um certo tempo e esteja sendo copiado da cinematografia norte-americana – o uso da capoeira, do candomblé, do período pós-abolicionista, uma cultura totalmente brasileira, com muita ação e dinamismo.

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E porque não dizer que pode vir a ser um marco em nosso país, do tipo de produção incentivadora as novas produções do mesmo nível e a atrair um público que se identifique com sua própria cultura. Fazendo de seu povo um apreciador de suas raízes por meio do entretenimento – a sétima arte, por meio de uma linguagem nova e contemporânea.

Boa pipoca!

This entry was posted on sexta-feira, novembro 13th, 2009 at 10:33 and is filed under Uncategorized. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.

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